sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

48 dias para o parto: Não planejar pode custar uma vida!

Ao longo da nossa caminhada, tenho ouvido muitas histórias de mães, a maioria tão desejosa de o ser que acabam fazendo loucuras... E outras com o mesmo desejo, porém mais cautelosas. Tenho ouvido também muito, mas muito sobre o atendimento dos médicos, dos hospitais, dos convênios ou do SUS e sobre como isso tem afetado suas vidas para o bem ou para o mal... Algumas dessas histórias tem impactado minha vida, tem me feito dar graças a Deus pela nossa condição de vida, modesta, mas com garantias que nem todas as mães tem. Tem me feito ver como a vida lá fora tá difícil, como algumas mães e filhos tem se sacrificado pra sobreviver.

Uma das histórias que me impactou foi-me
narrada ontem, na fila do supermercado. A mãe estava com dores, internada na Humanitária (SUS), e teve vontade de fazer xixi. Foi levada pela enfermeira ao banheiro e ali, no final do xixi, percebeu que a bolsa se rompeu e saía muito líquido, que escorria pelas pernas e não parava mais. Ela chamou a enfermeira e disse que a bolsa se rompera e a enfermeira disse: "Mãe, quer saber mais do que eu? Isso é seu xixi!" Como assim, isso era o xixi? Se o xixi sai pela uretra e o líquido amniótico sai pela vagina, então não tem como deixar de distinguir! Porém, para não tomar mais "cagada" como disse a mãe, resolveu acatar o que a açougueira enfermeira disse e ficou na dela, vendo todo o líquido ir embora.

CINCO HORAS DEPOIS, a médica ainda não chegara, a bebê subiu até o estômago da mãe e não descia mais. Então chamaram um clínico-geral que estava de plantão e o mesmo pediu uma ultrassom. Para sua surpresa, viu que não havia líquido amniótico nenhum e optou por fazer a cesárea de emergência. Quando ouviu que a mãe avisara sobre o rompimento da bolsa cinco horas atrás, ele disse: "Essas enfermeiras não sabem o que falam". Fez a cesárea e a bebê nasceu quase sem vida.

Hoje ela é uma bebê linda, risonha... Mas poderia não estar ali. Não dissemos à mãe que temos convênio, aliás graças a Deus, o melhor da cidade, pra não parecermos soberbos. Mas, intimamente, agradeci muito, muito a Deus. Tenho ouvido muitas histórias do SUS, uma mais horripilante que a outra, sobre como as mães tem sido maltratadas, como o índice de mortalidade é alto devido ao descaso. Nossa sobrinha perdeu o bebê, penso eu por falta de um acompanhamento mais de perto da diabetes, uma cunhada ganhou sua filha praticamente na sala de espera, dizia pra enfermeira que o bebê estava saindo e ela continuava conversando amenidades com a companheira e não lhe dava ouvidos. Entre tantos outros casos que a gente não fica sabendo. Assustador.

Ter um filho é algo muito lindo, que une um casal para sempre. Porém, planejar é preciso. Se puder fugir do SUS o quanto antes, melhor. Arranje um emprego que tenha convênio médico, estabilize-se, vá ao ginecologista meses antes e façam um check-up pra saber se está tudo funcionando direitinho, se não tem que consertar nada antes de engravidar. Isso é muito sério, pode custar sua vida ou a de seu bebê. Vale a pena!

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